Como o artesanato transformou minha história de vida

Olá, eu sou a Ednamar.

Sou filha, mãe e artesã, com uma boa base em pedagogia. Mas, acima de tudo, sou uma mulher que decidiu que o destino não seria escrito por terceiros, mas pelas minhas próprias mãos.

Decidi criar este blog, o “Mulher que Inspira”, para falar de empreendedorismo real. Aqui, não teremos fórmulas mágicas, mas sim a vivência de quem trilhou 35 anos de estrada entre fios, agulhas e muitos desafios. Para começarmos essa jornada juntas, preciso te contar como tudo começou.

Mulher que Inspira: o Sonho do Pertencimento

Nasci em Cajazeiras, na Paraíba, filha de pais separados. Esse início de vida influenciou muito minhas decisões, inclusive um casamento quase na adolescência. Naquela época, eu acreditava que ser a “dona da casa” preencheria o sentimento de não pertencer a lugar nenhum. No entanto, a realidade me mostrou que o casamento envolve outra pessoa e novos problemas, muitas vezes repetindo as dores do passado.

Aos 21 anos, eu já era mãe do Carlos e da Pâmela. Foram eles os grandes responsáveis pelo meu despertar. Eu entendi que, se quisesse mudar o futuro dos meus filhos, a primeira mudança teria que acontecer dentro de mim.

O Conhecimento como Ferramenta de Mudança

Sempre amei ler e estudar. Quanto mais eu lia, mais compreendia que o conhecimento é o que transforma o financeiro e o pessoal. Contudo, há 37 anos, empreender era muito mais difícil, especialmente para uma mãe de dois filhos pequenos e sem rede de apoio.

O que eu sabia fazer com excelência era Crochê e Tricô. Naquele tempo, as toalhinhas de crochê eram essenciais em qualquer lar. Comecei vendendo para vizinhas e, através do “boca a boca”, minha pequena produção se tornou o sustento que permitia suprir necessidades que o salário fixo da casa não alcançava.

O Meu “Porquê”

Toda mulher precisa de um “porquê” para buscar sua transformação. O meu era dar aos meus filhos uma vida diferente. O crochê, que aprendi sozinha na infância apenas observando uma vizinha, deixou de ser um passatempo para se tornar o meu “diamante bruto”.

Essa foi a semente do meu negócio. Eu não sabia que estava empreendendo; eu estava apenas sobrevivendo e protegendo os meus. Mas foi essa iniciativa, esse primeiro passo, que abriu as portas para os próximos 15 anos que vou te contar nos próximos posts.

E você, já identificou qual é o seu “diamante bruto”? Aquele conhecimento que você já tem e que pode ser o início da sua mudança? Vamos conversar nos comentários!

Eu vou amar ler todos os comentários e acima de tudo, conhecer historias de mulheres que já transformaram seus conhecimentos em renda e as que estão seguindo os passos dessa transformação.

Até o próximo post.

Ednamar

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